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Na Tela da Arte
Foram-se o glamour, o romantismo e o charme de Hollywood. Ficaram a indústria da fama e o modelo mecanizado de produção em massa de filmes – e, justiça seja feita, esse fenômeno não é exclusividade
do cinema popular americano.
Dentro desse espectro, é natural que
Hollywood tenha se transformado em objeto de análise e crítica de artistas representan- |
tes ou descendentes da pop art de Andy Warhol & Cia. A mostra Hollywood Boulevard, que abriu no último dia 20 na 'Galeria Fortes Villaça', se debruça sobre a visão dos artistas contemporâneos sobre a indústria do cinema americano.
Com curadoria do português Alexandre Melo, a exposição apresenta uma
constelação de nomes dignos das grandes mostras no País. A saber: Andy Warhol, Cindy Sherman, Douglas Gordon, Ed Ruscha, Francesco Vezolli, Jack Pierson, John Baldessari, John Waters, Julião
Sarmento, Richard Prince e Vik Muniz. Entre pinturas, fotos e gravuras, é possível notar a diversidade de técnicas e estilos na mostra. Segundo o curador, os principais interesses dela na escolha das obras foram os modelos de beleza, a inserção nas artes plásticas de uma estética cinematográfica e a visão de Hollywood
como um “paraíso perdido”.
Entre os destaques, estão um auto-retrato
de Andy Warhol ou então as fotos do brasileiro Vik Muniz, que ilustra, com caviar e diamantes, Bette Davies e Boris Karloff. Também é válido destacar as fotos de Cindy Sherman, da série ‘Bus
Riders’, onde o objeto fotografado é a própria artista, caracterizada de “gente comum”. |
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Até 04/03
Galeria Fortes Vilaça
R. Fradique Coutinho, 1.500, Pinheiros - SP/SP
(11) 3032-7066
10h/19h (sáb. até 17h; fecha dom.) |
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Erico Toscano Cavallete |
Lá e Cá
Basta um segundo e um flash para que um pedaço da história de uma cidade ou de uma vida fique congelado em uma imagem. Por trás de uma fotografia, o cotidiano de São Paulo, uma cidade fragmentada, que explode em cores e ao mesmo tempo em solidão. Esse é o mote
da mostra Lá e Cá, que também dá uma pequena visão da vida em duas belas cidades portuguesas: Porto e Lisboa.
A exposição, em cartaz na 'Galeria do Senac' na Lapa , sugere uma troca de olhares entre brasi-leiros e portugueses por meio de 30 fotos coloridas e em branco e preto, com 50 x 75 cm cada. “Optamos por fazer uma leitura de pontos comuns entre as três cidades e pontos absolutamente diferentes. Aquilo que nos aproxima |
e nos distancia como a praça da Sé e as sombras dos pedestres nas calçadas do Porto”, explica o curador João Kulcsár. Essa troca se estende ao público. As mesmas imagens poderão ser vistas simultaneamente, a partir de fevereiro, em Portugal. Também circularão pelo interior do Estado nas unidades do Senac e, ainda não confirmado, por Brasília e algumas cidades da Espanha.
Coube a Kulcsár, Cristiano Mascaro e Sandra Freitas escolherem as
fotografias que foram para a exposição e para o catálogo. A curadoria elegeu como critério imagens que representam a fragmentação e cada detalhe de São Paulo, aquelas que transmitissem a vida na metrópole, sem cair em clichês. |
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Até 04/03
Senac Lapa
R. Scipião, 67, lapa - SP/SP
(11) 3866-2500.
9h/21h (sáb. até 16h30; fecha dom.) |
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Lina Bo Bardi
O projeto de mundo da arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992) retorna ao lar. O 'Masp', cartão-postal de São Paulo, realizado por Lina a partir de 1957, recebe antologia de 200 obras. A exposição, com curadoria italiana, foi destaque da 9ª Mostra Internacional de Arquitetura de Veneza (2004). Agora, é a vez da cidade que Lina escolheu para viver ter a chance de refletir sobre a visão de mundo da arquiteta.
Mesmo que o enfoque seja a "liberdade da arquitetura", não se trata apenas de uma mostra com este recorte. A seleção inclui desenhos de figurinos para teatro, cenografia, grafismos, design de móveis e jóias, além de notas de trabalho e objetos da coleção de arte popular da arquiteta.
Para Luciano Semerani, Antonella Gallo e Giovanni Marra (da Universidade de Arquitetura de Veneza), idealizadores e curadores da mostra Lina Bo Bardi - Arquiteto, as peças que compõem o percurso ajudam a pensar sobre facetas fundamentais da obra de Lina: o sentido de fábula, a miscigenação de culturas e a arquitetura cenográfica, narrativa, que tem o homem como seu princípio e fim.
Um dos principais destaques da exposição é o projeto inédito "A Grande Vaca Mecânica". Idealizado na década de 80, ele nunca havia saído do papel, até que, por ocasião da Bienal de Veneza, foi construído pela primeira vez seguindo todas as instruções deixadas pela arquiteta.
O animal sobre rodas muge a cada aproximação de visitante e, em seu interior (a vaca é quadrada), há a exposição de elementos da cultura popular brasileira como objetos religiosos, brinquedos e utensílios feitos com material reciclável, por exemplo. Como levantado pela curadoria, é uma peça que diz respeito ao "dilema do belo" e ao "direito do feio". |
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Coleção Theon Spanudis
A partir de 2002, com o ciclo sobre arte concreta paulista, o 'Centro Maria Antonia' começou a programar uma série de exposições centradas em aspectos pouco conhecidos da arte brasileira dos últimos cinqüenta anos: fotografias de Alexandre Wollner, cooperativa Unilabor (curadoria de Mauro Claro), obra juvenil de Nelson Leirner (curadoria de Tadeu Chiarelli), Rubem Ludolf (curadoria de Paulo Reis), Emil Forman (curadoria de Ileana Pradilla), entre outras.
A mostra da coleção Theon Spanudis, promovida em colaboração com o MACUSP, vai na mesma direção. Spanudis foi um dos mais importantes colecionadores das décadas de 1950 e 60, entre os primeiros apreciadores da arte de Alfredo Volpi, Mira Schendel, Luiz Sacilotto e Rubem Valentim. Simpatizou com o concretismo, mas por um viés muito pessoal. Temperamento religioso, Spanudis aproximava a pintura de matriz concretista ou abstrata à arte popular, tentando encontrar em seus esquemas formais um sentido espiritual, de certa maneira atemporal. Por isso colecionava, junto com as obras de vanguarda, brinquedos, arte naïf, registros de pinturas de parede. O resultado é uma leitura bastante atípica da produção artística brasileira daqueles anos, leitura certamente marginal em relação às tendências críticas dominantes, mas que não deixou de exercer uma certa influência
sobre os artistas próximos de Spanudis. Certos aspectos da arte de Volpi (que também colecionava brinquedos), Mira Schendel e Rubem Valentim ficam mais claros nesse contexto. O quadro da arte brasileira da época se enriquece ao revermos artistas hoje menos conhecidos, como Fang, Eleonore Koch, Odrizola, e com a colocação das obras dos mestres lado a lado com exemplos de arte popular, extraídos da mesma coleção. Figura singular, Spanudis: diletante como crítico de arte, hoje quase esquecido como poeta, sua obra prima é a coleção, em que soube costurar elementos distantes da arte brasileira, reconstruindo uma trama que ninguém, antes dele, enxergara. |
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Sentimento Caipira por Jocelino Soares
Jocelino Soares, um artista inspirado pela sua vivência no campo desde a infância, nas telas óleo sobre tela aparecem os cafezais, pastos, horizontes e plantações de girassóis, enfim todo encanto simples e puro da terra do interior paulista. As obras de Jocelino Soares estarão expostas no 'Cultural Blue Life', na exposição intitulada Sentimento Caipira com objetivo de fazer ressurgir belezas naturais, talvez adormecidas pelo desenvolvimento urbano.
Jocelino Soares viveu toda sua infância no campo. Ganhou conhecimento artístico e estrutura física, tornando-se um artista reconhecido em várias partes do mundo, retratando imagens simples de alto teor simbólico familiar. |
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Geraldo de Barros - A(s)simetrias
Encerrando 2005 a 'Galeria Brito Cimino' inaugurou a mostra individual de Geraldo de Barros (1923-1998) - um artista pioneiro e incansável experimentador. A exposição Geraldo de Barros - A(s)simetrias tem a curadoria de Rubens Fernandes Junior.
A exposição reúne pinturas e obras de diversas fases e será a mais completa mostra de obras fotográficas do artista já realizada. Serão apresentados trabalhos das duas séries de fotografias produzidas por Geraldo de Barros, a célebre "Fotoformas" (1946-1951) e a série "Sobras" (1996 a 1998), que inclui um conjunto de obras inéditas.
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A Biblioteca de Babel
Há algum livro que você gostaria de compartilhar com o mundo?
A partir desta pergunta, Marilá Dardot convida o público para participar de sua instalação A Biblioteca de Babel . Há um mês a artista coleta livros emprestados considerados indispensáveis em qualquer biblioteca. O projeto pretende constituir um acervo provisório de livros que serão carimbados e disponibilizados em estantes, no primeiro andar da galeria, para consulta interna. Os visitantes que quiserem poderão acrescentar seus volumes ao projeto, de forma que o número inicial de livros aumentará ao longo da exposição. Após o encerramento da mostra, todos os livros serão devolvidos aos proprietários. Além dos livros, a biblioteca acomodará também os vídeos “Prefiro sim”, “A cada dia”, plantas e mobiliário para leitura. |
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Mirabolante Miró
Com curadoria de Jean Frémon e Fábio Magalhães, chega a São Paulo a exposição Mirabolante Miró, no 'Instituto Tomie Ohtake', depois de ficar em cartaz no Santander Cultural, em Porto Alegre.
São 178 gravuras e 28 pôsteres concebidos nas duas últimas décadas de vida de Miró. Pertencentes ao acervo da 'Galeria Lelong' de Paris e consideradas referência para a criação artística do século XX, as obras - litografia (metal, pedra) e xilogravura (madeira) - chegam a tamanhos de até 1,60 m x 1,30 m, raros para gravuras.
Entre as gravuras, cem são interpretações do artista para textos poéticos de autores como Jacques Prévert e René Char. "Quando Miró interpretava um texto, ele mergulhava em toda a liberdade que a poesia poderia propiciar. O texto não era um campo de amarras ou de limitações", explica o curador Fábio Magalhães. "Ao contrário. Era deste confronto que ele partia, muitas vezes munido da intuição, outras tantas do acaso, em busca da formalização poética de tudo quanto o poema poderia revelar a seus olhos. É o resultado amoroso deste confronto que a mostra também exibe: algumas das dezenas de livros usualmente em grande formato realizados com ilustrações de Miró para as galerias Maeght e Lelong", completa.
Mirabolante Miró mostra o longo relacionamento do artista com a galeria Lelong, que praticamente editou todas as suas gravuras. A Lelong - além de Miró, representante de artistas como Marc Chagall, Alberto Giacometti e Antoni Tapiés - deu continuidade à tradição da galeria Maeght, que criou ateliês que revolucionaram a prática das artes gráficas, a partir da década de 40. Assim, Maeght e Lelong, mais que galeristas, foram sempre promotores de cultura da mais alta qualidade. |
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Territórios
Participam da mostra Territórios pesquisadores, curadores e convidados que aceitaram o desafio de refletir sobre a produção de artistas de várias partes do país, sem se deterem em fronteiras regionalistas. Estão presentes artistas que buscam ultrapassar os limites geográficos através de suas metáforas. Refletem um mundo poético em fragmentos do cotidiano, da terra, de esperanças ou de sonhos. Motivam a participação da experiência estética por imersão, reafirmando a arte como território livre.
Artistas: Branca Coutinho, Berna Reale, Carlos Eduardo Uchoa, Diana Domingues, Francisco Klinger, Humberto Espíndola, Iara Freiberg, Orlando da Rosa Farya, Rafael Maldonado e Rogério Gomes. |
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'Oceanos 2', 2003: Carlos Eduardo Uchoa
Até 16/02
MAC Ibirapuera
Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3° piso, Pq.Ibirapuera - SP/SP
(11) 5573-9932
10h/19h (fecha 2.ª) |
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Andréa Facchini
O 'Centro Cultural Paschoal Carlos Magno' recebe a exposição Lugar Algum, de Andréa Facchini. Nesta mostra a artista dialoga com um gênero tradicional da pintura: a natureza morta. São dez telas de grandes e médias dimensões, com foco alternado entre a abstração e a figuração, num alto grau de estimulação ótica. Os trabalhos expostos foram produzidos entre 2004 e 2005 e apresentam uma experiência dialética na relação da imagem com o suporte.
A manipulação de escala, de perspectiva e luminosidade são questões contemporâneas trabalhadas pela artista, assim como outras recorrentes na pintura, como o ilusionismo, a volumetria e a cor. A ilusão criada na figura nega a rigidez do suporte, que ao ser tratado como planaridade, por sua vez, nega a figura. Em função disso, podemos lançar mão de uma hipótese de que a ilusão se assume como tal não pretendendo substituir a realidade. Segundo a artista plástica Suzi Coralli, os quadros de grandes formatos são um imenso acúmulo de formas coloridas, um banquete para olhos contemplativos e inteligentes.
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Forró dos Sentidos
A 'Galeria do Ateliê da Imagem Espaço Cultural' apresenta Forró dos Sentidos, primeira exposição individual do fotógrafo carioca Marcelo Corrêa. Trata-se de uma vivência fotográfica em cor feita na Feira de São Cristóvão, um banho de brasilidade e nordestinidade da cidade do Rio de Janeiro. O fotógrafo investiga a cor, a luz, a composição e a forma na fotografia, utilizando o real apenas como referência, acentuando os sentidos do visitante e distanciando-o das imagens conhecidas do local. Com a passagem de milhares de pessoas por semana, a Feira, que já comemora seus 60 anos de história, ocupou até setembro de 2003 a parte externa de um imenso pavilhão, quando foi transferida para sua parte interna com grande infra-estrutura. |
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José Tannuri
O artista plástico carioca José Tannuri apresenta a exposição Vazios. O artista criou também a vídeoinstalação Vazios Provisórios. Trata-se de um filme que mostra um homem andando por ruas do Centro do Rio portando uma imensa caixa de papelão. O estranhamento que ele provoca em meio aos passantes é registrado pela câmera de Alex Araripe. O resultado da filmagem ganha outra dimensão no 'Paço Imperial'. É que o filme é projetado numa imensa coluna de caixas, que começa no chão e vai até o teto da bela 'Sala dos Archeiros', no primeiro andar do 'Centro Cultural do Iphan'.
As grandes instalações e projetos de José Tannuri combinam materiais simples e acessíveis - papelão, jornais e suportes audiovisuais - e, em cada projeto encontra-se uma atitude crítica à sociedade contemporânea. |
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Traços do Acervo Caixa
Qual a diferença entre as mulatas de Di Cavalvanti e as de Lan? Como reconhecer entre as paisagens de um Cicero Dias e aquelas de um Guignard? Mesmo para os admiradores não especialistas em artes plásticas, certas características marcantes no estilo dos artistas acabam por conferir personalidade às obras e denunciar quem as criou. Esta percepção fica evidente na exposição Traços do Acervo Caixa. Na mostra estarão expostas obras de alguns dos mais expressivos artistas nacionais das últimas décadas e suas "marcas registradas". Nela o visitante poderá encontrar as inconfundíveis palmeiras de Tarsila do Amaral e os avantajados tipos dentuços de Heitor dos Prazeres, entre outros ícones das artes plásticas já associados ao universo da cultura brasileira.
Da seleção de 23 obras garimpadas do Acervo da Caixa estão também xilogravuras de artistas como Lasar Segall e Oswaldo Goeldi, serigrafias de Tomie Ohtake e raras telas de Cicero Dias, Antonio Bandeira e Milton Dacosta. Ao apresentar os traços inconfundíveis dos maiores artistas brasileiros, a exposição da 'Caixa Cultural' tem um caráter didático. O objetivo é ampliar o público freqüentador das galerias fomentando o desenvolvimento de uma legítima cultura visual brasileira.
Os trabalhos apresentados em Traços do Acervo Caixa fazem parte de um conjunto de mais de mil obras do Acervo Caixa iniciado em 1968, época em que Djanira, Di Cavalcanti e Aldemir Martins ilustravam os bilhetes da Loteria Federal. Mais 246 obras, de artistas como Anita Malfatti, Portinari, Di Cavalcanti, Manabu Mabe, Tarsila do Amaral e Alfredo Volpi, foram adquiridas quando a Caixa incorporou o Banco Nacional de Habitação (BNH). As últimas aquisições foram feitas em 1998, quando a Caixa encomendou a alguns artistas contemporâneos obras especiais, sob o tema 500 Anos de Descoberta do Brasil. O Acervo Caixa é habitualmente exibido em exposições itinerantes em diversas cidades brasileiras. |
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Matrizes e Gravuras da Coleção Guita e José Mindlin
O Natal presenteia os cariocas com a exibição do mais completo acervo de gravuras do país, em exposição intitulada Matrizes e Gravuras da Coleção Guita e José Mindlin, no 'Centro Cultural Correios'. O bibliófilo, apaixonado por arte, apresenta 126 obras que serão distribuídas em cinco salas (1000 m2) e se dividem em quatro categorias - Mulheres, Popular, Internacional, Contemporâneos 1 e 2.
Selecionar os títulos que formam esta mostra não foi tarefa fácil. Entre as mais de 800 gravuras do acervo, quase todas essenciais, ora por características estéticas, ora históricas, ora sensíveis à atuação de José Mindlin como editor e agitador cultural, foi necessário trabalhar segundo parâmetros da qualidade da matéria gravada. Não importava tanto se o gravador era bissexto ou essencial dentro da história da gravura contemporânea, o mais relevante é o resultado gráfico. As características técnicas ou poéticas - as nuances do negro e a luz respectiva, entre nascente dos traços e corrosões; a síntese no uso das cores; os temas recorrentes à atuação dos gravadores; as variáveis de tratamento para cada técnica; o acerto do traço, o ritmo da linha, a espessura do corte, a dimensão e o equilíbrio da mancha.
Algumas obras serão complementadas por citações literárias ou críticas; possibilitando um diálogo mais amplo com o visitante. E todo este processo do fazer artístico evidencia-se nas quase 40 matrizes selecionadas para ilustrar a exposição. Além do seu atributo didático enriquecedor, a matriz traz em si o positivo/negativo da imagem e indicia o trabalho formal entre o fazer e a impressão; é o registro do impulso, do gesto da transformação da matéria em Arte. |
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O Vento sobre a Cidade
O Vento sobre a cidade presta uma homenagem ao arquiteto e ex-professor da FUMEC, Éolo Maia, falecido em 2002. Suas obras continham experimentações e pesquisas de materiais, como a polêmica Rainha da Sucata, situada no centro histórico da Praça da Liberdade, um marco no pós-modernismo brasileiro.
A mostra, reúne 60 painéis com imagens, desenhos e croquis, além de maquetes que materializam o pensamento do arquiteto. A exposição está dividida por décadas, representando o desenvolvimento do trabalho de Maia.
Na década de 1960, sob influência da arquitetura paulista, seus trabalhos tinham muito concreto. Nos anos 1970, recebe influência internacional e utiliza novos materiais e linguagem como tijolo e estrutura autônoma. Em 1980, os projetos recebem mais ornamentos e seus trabalhos são vistos como pós-modernos. A partir de 1990, uma liberdade de criação a partir de pesquisas tecnológicas e nenhum vínculo com escolas ou tendências. |
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Mostra Mundo Giramundo
A mostra Mundo Giramundo inclui em sua programação a exposição e uma série de apresentações do espetáculo Pedro e o Lobo. Serão expostos mais de 80 bonecos e estruturas cenográficas do acervo do 'Museu Giramundo'. Marionetes da maioria dos espetáculos estarão expostas, entre elas as da minissérie Hoje é Dia de Maria, mostrando a evolução e as diferentes fases criativas do grupo.
As três apresentações do espetáculo Pedro e o Lobo acontecem aos sábados às 16h30, no Anfiteatro do Pátio Savassi. Os ingressos podem ser retirados no SAC - Serviço de Atendimento ao Cliente, que fica na administração do local.
A peça é uma versão para teatro de bonecos do musical Pedro e o Lobo, origi-nalmente concebido pelo compositor russo Prokofiev há sete décadas. Trata-se da história do valente menino Pedro, seus amigos e o temido Lobo. Esta trama serve de pano de fundo para o diálogo entre os instrumentos musicais da orquestra, que identificam cada personagem, apresentando-os às crianças. |
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Os 'reclames' de Fulvio Pennacchi:
primórdios da propaganda brasileira
Fulvio Pennacchi (1905-1992) tem seus cartazes publicitários exibidos pela primeira vez, reunidos nesta mostra no IMS. Nascido na Itália, o artista estabeleceu-se em São Paulo, onde produziu a maior parte de sua obra e permaneceu até o fim da vida. O acervo pertence ao IMS. |
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Soto: A construção da imaterialidade
A exposição Soto: A construção da imaterialidade apresenta uma visão sintética e compreensiva da obra do artista venezuelano Jesús-Rafael Soto, desde suas históricas e pioneiras obras cinéticas até seus trabalhos mais recentes, em diálogo com um conjunto de obras de artistas brasileiros, seus contemporâneos.
Soto é considerado um dos mais importantes artistas latino-americanos. Sua coerente trajetória artística de mais de meio século faz fronteira ao longo do tempo com obras de vários artistas abstratos geométricos brasileiros, como Sérgio Camargo, Lygia Clark , Arthur Piza, Hélio Oiticica, Amílcar de Castro, Willys de Castro, Lygia Pape e Franz Weissmann. Estes, juntos com Soto, representam uma importantíssima e pioneira contribuição à arte moderna, que ainda influencia e estimula a arte e artistas da atualidade.
Soto: a construção da imaterialidade expõe, lado a lado, pela primeira vez, a extrema singularidade plástica e poética da obra do artista venezuelano e as afinidades que ela mantém com outras destes importantes artistas brasileiros seus contemporâneos que, como ele, tanto contribuíram artística e intelectualmente para um dos momentos importantes e originais da arte moderna do pós-guerra, com a construção de uma linguagem abstrato-geométrica latino-americana. |
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Roseli Farias e Sanete Lemos
O supermercado Angeloni apresenta no seu espaço cultural a exposição Gatos & Gatos, das artistas Roseli Farias e Sanete Lemos. Embora todas as obras sejam em acrílico e óleo sobre tela, elas tem temáticas diferentes. Enquanto Roseli mostra o nu masculino, Sanete traz diversos felinos.
Professora de pintura, desenho e textura desde 1997, Sanete é natural de Florianópolis e já participou de várias exposições individuais e coletivas. Também nascida na ilha catarinense, Roseli estuda pintura há oito anos e ministra aulas na escola Profissional Santo Antônio, em São José. |
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Linhas do Sistema Criado
O 'Museu Victor Meirelles' promoveu, no dia 14 de dezembro, a abertura da exposição Linhas do Sistema Criado da artista paulista Malu Saddi.
Nesta mostra, Malu Saddi apresenta desenhos em grandes formatos, feitos em nanquim sobre papel. A artista constrói, através do seu desenho, seqüências que sugerem estruturas orgânicas não ordenadas, possibilitando fabulações e convidando o espectador a uma imersão num emaranhado de linhas. A fragilidade vem à tona quando pequenos desenhos alcançam grandes escalas, formando sistemas que não são suporte para coisa alguma, que se auto-organizam na ação da construção do desenho e permanecem suspensos. |
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Esther Bianco
A exposição O Azul de Quintana abre oficialmente as comemorações da 'Casa de Cultura Mário Quintana' em homenagem ao centenário deste que é um dos expoentes da poesia brasileira. São nove pinturas em acrílico sobre tela e dez gravuras em metal, nas quais a artista plástica Esther Bianco toma como elemento formal figuras que representam anjos, em quadros predominantemente azuis.
Formada em Artes Plásticas pela UFRGS, a gaúcha Esther Bianco vem participando regularmente de inúmeras exposições, desde 1977. Entre individuais e coletivas, já expôs em Porto Alegre, Pelotas, São Paulo, Santa Maria, Pernambuco, Franca, Ouro Preto, Genebra, Brasília, Paris, Roma, Goiânia, Buenos Aires, Roma, Rio de Janeiro, Berlim, Madrid, Florianópolis e Varna (Bulgária). |
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Encontro do Público com o Cinema Brasileiro
Encontro do Público com o Cinema Brasileiro em seu terceiro ano reúne os filmes mais representativos lançados em 2005, agrupados em blocos temáticos em busca de unidades: Desafios e conquistas; Trajetórias; Diários e roteiros; Raças. São 12 longas + pré-estréia de A máquina + Vinicius em cartaz = 14 longas em janeiro e fevereiro para celebrar, prestigiar o cinema brasileiro!
Estes filmes circularam e ainda estão circulando nos mais importantes festivais de cinema nacionais e internacionais recebendo prêmios, destaques na imprensa, movendo a circulação de informações, de imagens, de debates.
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Mostra Alegoria Barroca na Arte Contemporânea
A exposição Alegoria Barroca na Arte Contemporânea, realizada pelo 'Centro Cultural Banco do Brasil' com a coordenação do 'Instituto Goethe' reúne obras de três importantes artistas alemães – Candida Höfer, Oliver Boberg e Gerd Rohling – e dois brasileiros – Caio Reisewitz e Rogério Canella. Os artistas convidados fizeram pesquisas no Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Ouro Preto, Itália e Alemanha. São fotografias e esculturas que atualizam o barroco, em características e técnicas, mostrando a sua influência no presente.
Alegoria Barroca na Arte Contemporânea já esteve em exposição no Rio de Janeiro, em São Paulo e, após Porto Alegre, segue para Buenos Aires.
O 'Museu Julio de Castilhos' foi escolhido como o local da exposição em Porto Alegre pelo seu valor histórico, por se tratar do museu mais antigo do Rio Grande do Sul e pelas características da suas instalações. |
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