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O Livro em Novo Suporte
de Silvia Abolafio
Notícias pipocam a toda hora em jornais e revistas especializadas gerando pânico e incertezas no mercado editorial: os e-books estão chegando!
Google, Microsoft, Amazon, e mais recentemente a Sony, começam a concretizar as chamadas Bibliotecas Virtuais, disponibilizando aos internautas milhares de livros, dos mais diferente tipos, gêneros e gostos.
Muito além da discussão do controle do direito autoral sobre essas obras, que vem tirando o sono de muitos editores, pensar em uma maneira de democratizar a cultura me parece uma atitude sensata e bastante coerente.
De modo algum me parece que os e-books substituirão os livros convencionais. Mesmo com a mobilidade de computadores wi-fi, qualquer computador existente não foi desenvolvido para oferecer ‘prazer’ a um leitor assíduo.
Ninguém pode imaginar que alguém vá ler romances inteiros na tela de um computador.
Mas acho interessante o surgimento de Bibliotecas Virtuais para obras esgotadas, de difícil acesso e até mesmo para obras de referência e pesquisa, das quais se necessitem apenas algumas páginas ou capítulos.
Poderia ser um bom caminho para evitar a cópia não autorizada de livros.
Mais do que tremer nas bases ou se descabelar com essas gigantes internacionais, as editoras brasileiras deveriam gerar alternativas próprias para cuidar de seus próprios catálogos e viabilizá-los, com coerência e total adequação à realidade brasileira, para que os leitores possam, através dos sites das próprias editoras, adquirir capítulos ou páginas de livros por preços honestos e justos.
Assim como as gravadoras de discos tiveram que agir diante da pirataria de músicas através da Internet. - hoje podemos comprar discos inteiros ou apenas algumas faixas de músicas por preços vantajosos ao usuário - o mesmo está acontecendo com vários sites de imagens internacionais que disponibilizam imagens em baixa, média ou alta resolução por valores muitas vezes irrisórios.
Ninguém quer simplesmente “copiar” um livro, uma música ou uma imagem, sem pagar nada a quem de direito. Mas queremos pagar um preço mais justo.
A ilegalidade se rompe na mesma proporção que se facilita o acesso econômico a esses produtos. E todos ganham com isso!
SILVIA ABOLAFIO é designer |
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NOTAS:
ALUNOS DE DESIGN do Centro Universitário da Cidade (Rio de Janeiro) desenvolveram uma mochila em alumínio com forte apelo estético, inovação tecnológica e uma linguagem bastante contemporânea, visando às melhores alternativas no transporte de objetos, como laptops, celulares, papéis e mapas utilizados por profissionais de arquitetura, design, engenharia, artistas plásticos, entre outros usuários.
O trabalho conquistou o segundo lugar na quarta edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, categoria Projeto. Os alunos foram:
Gustavo Aguillar Teixeira, Amanda Coimbra Ferreira, Flávio Luiz Cerqueira Pereira, Marigilio de Mello e Wilson Muniz.
CAIU A PROCURA pelos vestibulares para os cursos de propaganda. Quem sabe das coisas garante que tem tudo a ver com o fato de Marcos Valério e Duda Mendonça não saírem da mídia, sempre de maneira pejorativa, o que acabou abalando o glamour e a credibilidade da profissão, pelo menos entre os jovens. |
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Bom Designer é Bom Negócio
de Fábio Mestriner
Segundo o professor Francisco Gracioso, decano do Marketing Brasileiro e presidente da ESPM “se um profissional de marketing tivesse um único cartucho para gastar com seu produto ele deveria gastar com a embalagem”.
Esta afirmação vinda de um expoente como o professor Gracioso nos leva a raciocinar porque ainda hoje muitas empresas brasileiras apresentam seus produtos no mercado, com embalagens deficientes e muitas vezes desenhadas por amadores de forma bastante precária.
Por que será que muitas empresas ainda não perceberam que os custos de produção de uma boa embalagem com design competitivo são praticamente os mesmos de uma com design ruim?
Por que empresas espalhadas pelo Brasil ainda não perceberam que podem oferecer a seus produtos embalagens tão boas quanto às das multinacionais?
Questões como esta são tema permanente nas discussões que acontecem durante a semana do Design realizada pelo Comitê de Design da ABRE. Profissionais de várias áreas têm se debruçado sobre elas para tentar encontrar maneiras de levar o design profissional e seus resultados às empresas que tanto precisam deles.
Uma das soluções encontradas foi a criação de um portal na internet onde estas empresas podem ter acesso ao que se faz de melhor em design de embalagem no Brasil e descobrir que além de estar a seu alcance, este serviço tem custos bastantes acessíveis podendo ser consultados via internet.
Além de conhecer o trabalho das mais de 40 agências que integram o Comitê, podem solicitar orçamentos “on line” e conhecer a cartilha de contratação de design que ensina como escolher e contratar uma agência.
Agora ficou mais fácil oferecer aos produtos embalagens de primeira linha e as empresas vão descobrir na prática a diferença que faz uma boa embalagem.
A maioria dos produtos vendidos em um supermercado não tem qualquer apoio de propaganda ou material promocional tendo como único recurso para se comunicar e conquistar a preferência do consumidor à embalagem. Não é então importante utilizá-la como uma poderosa ferramenta de marketing oferecendo ao produto uma boa e se possível uma ótima embalagem?
No site do Comitê de Design da ABRE, está uma porta que pode abrir novas perspectivas para as empresas espalhadas pelo território nacional, afinal bom design de embalagem é bom negócio para quem precisa conduzir seus produtos ao sucesso num cenário cada vez mais competitivo.
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Uma Academia de Cinema em SP
A melhor maneira de se aprender a fazer filmes é fazendo-os. A idéia, que soa como um velho clichê, não poderia ser mais adequada ao propósito da mais nova escola de cinema de São Paulo . A cidade mais cinéfila do País ganha neste mês a Academia Internacional de Cinema (AIC), que pretende colocar os alunos literalmente para
trabalhar. As aulas começam em março, mas nos dias 28 e 29 deste mês e 4 e 5 de fevereiro a escola estará aberta para visitação pública.
“Seguimos o exemplo das principais escolas de cinema do mundo, com um programa semelhante também aos oferecidos nos Estados Unidos,como a New York University, que foca três principais áreas: o cinema como forma de arte, uma das principais do século 21; a formação técnica; e o cinema como negócio e mercado”, explica o norte-americano StevenRichter, que fundou a AIC em parceria com a brasileira Flávia Rocha. “Ensinamos de uma maneira muito prática, que enxerga o cinema como mercado de trabalho também. Parece óbvio, mas muita gente ainda não faz idéia do que representa
nos Estados Unidos a indústria do cinema. O Brasil tem grande
potencial. Além de os brasileiros serem apaixonados por cinema,
há um grande mercado a ser ocupado. Buscamos capacitar
nossos alunos para ocupar esse espaço”, completa Richter, que é fotógrafo de formação e trabalha há tempos com projetos de cinema nos EUA. |
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Design para Melhorar a Vida
No site www.index2005.dk estão 108 exemplos provenientes de várias partes do mundo que pretendem confirmar e demonstrar a equação: a maior missão do design é melhorar a vida das pessoas.
Os produtos e serviços apresentados no site foram escolhidos por um júri internacional a partir de mais de cinco centenas de indicações recebidas de gente do mundo todo. A segunda fase do concurso Index escolheu os cinco melhores em cada categoria que levaram 100 mil euros cada.
O programa de exposições temporárias e do serviço educativo do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, foram incluídos na lista dos selecionados por focalizarem a diversidade cultural do design.
O mais importante é a oportunidade, através do Index, que todos os designers têm para refletir sobre o papel do design e das Instituições relacionadas.
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