Home
 
 

Cláudia Moreira Salles - Designer
de Adélia Borges

Claudia Moreira Salles - designer, escrito por Adélia Borges, curadora do Museu da Casa Brasileira. A obra analisa o trabalho da artista carioca a partir do estudo de seus móveis mais representativos e da análise de sua contribuição para o design nacional.
"Com cabriúva, cedro, freijó, imbuia e roxinho, entre outras, Claudia conjuga o seu amor por esse material quente, bom ao toque, evocativo de histórias, memórias e aconchego. Olhando em retrospectiva a trajetória de Claudia Moreira Salles, críticos e observadores concordam que a conquista do direito a se expressar por meio de sua criação se deu sem uma ruptura com o passado", escreve Adélia Borges.
O livro, que tem prefácio de Sergio Rodrigues, traz 145 imagens dos móveis da designer, entre eles os bancos Dueto (1992), Iracema (1993) e Jangada (2000), a mesa Fresta (2001) e a cadeira Quase Mínima (2004). "Na contracorrente do culto atual à novidade, à celebridade, ao alarde, ao espetáculo, este é um trabalho silencioso, cujas qualidades de constância e densidade o tempo só nos ajuda a melhor usufruir", conclui a autora de Claudia Moreira Salles, designer.

 


Bei Editora
156 p.
 
 
     

Guerra e Cinema
de Paul Virilio

Este não é um livro sobre filmes de guerra. Vai muito além disso. Se para o lendário diretor de cinema Samuel Fuller, ele mesmo um ex-soldado, “O cinema é como um campo de batalha”, Paul Virilio nos mostra que a guerra também tem muito de cinema. Ele analisa o desenvolvimento, surpreendentemente paralelo, dessas duas técnicas – desde a invenção dos irmãos Lumière e da Primeira Guerra Mundial – concluindo que a real vitória em uma guerra, a dos “corações e mentes”, passa tanto pelo campo de batalha quanto pelo das imagens. Virilio esmiúça a evolução histórica do cinema e da arte militar no século XX, principalmente nas duas guerras mundiais e na Guerra Fria, estudando temas como o aprimoramento da técnica cinematográfica para o reconhecimento das áreas de combate e as relações entre a indústria do audiovisual e a indústria bélica.
Lançado pela coleção Estado de Sítio, coordenada pelo filósofo Paulo Arantes, e traduzido por Paulo Roberto Pires, o livro trata, entre outras abordagens inovadoras do autor, do uso e fascínio dos nazistas pelas imagens como propaganda (Leni Riefenstahl e O triunfo da vontade) até Guerra nas estrelas, filme e projeto bélico da era Reagan; da participação de cineastas nos conflitos de trincheira na Primeira Guerra (Griffith) até o apocalipse nuclear do Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick. Virilio explora as tênues fronteiras e o diálogo constante entre a realidade dos conflitos armados e as suas representações.

 


Coleção Estado de Sítio
Editora Boitempo
208 p.

 
 
     

Signofobia
de Chico Homem de Melo

"De Signo em Signo, o Design enche o papo"
Com mais um livro publicado Chico Homem de Melo apresenta uma coletânea de textos sobre design. Quatro deles são inéditos, enquanto os demais, já publicados anteriormente em revistas e livros, foram revistos e ampliados para esta edição. Foram incluídos projetos realizados pela Homem de Melo & Tróia Design. O objetivo é mostrar que o autor é um profissional da área, e com isso dar maior credibilidade aos escritos. Aos noves textos sobre design visual, textos estes que levantam algumas questões como: poluição visual urbana, identidade brasileira e os micreiros são mesmos os vilões do design?, portanto, foram acrescentados nove projetos brevemente descritos e comentados, alguns projetos apresentados são: 4ª Bienal do Mercosul, Acessa São Paulo, Mostra SESC de Artes, Periódicos, Bienal SESC de Dança entre outros. Se a inclusão dos projetos vai aumentar ou diminuir a credibilidade dos textos é pergunta que caberá aos leitores responder.

 


Edições Rosari
112 p.
 
 
     

Carmen
de Ruy Castro

Carmen, o novo livro de Ruy Castro, é a maior biografia de um artista já publicada no Brasil. Ano a ano, o autor acompanha a vida da brasileira mais famosa do século XX - do nascimento da menina Maria do Carmo, numa aldeia em Portugal (e a vinda ao Rio de Janeiro, em 1909, com dez meses de idade), à consagração brasileira e internacional de Carmen Miranda e sua morte em Beverly Hills, aos 46 anos, vítima da carreira meteórica e dos muitos soníferos e estimulantes que massacraram seu organismo em pouco tempo.
Mas Carmen não é apenas uma biografia. Enquanto entrelaça a intimidade e a vida pública da maior estrela do Brasil, Ruy Castro nos leva a um passeio pelo Rio dos anos 20 e 30, e por Nova York e Hollywood dos anos 40 e 50 - cenários em que é especialista. E ainda resgata a história da música popular brasileira, da praia, do Carnaval, da juventude do passado, da Rádio Mayrink Veiga, do Cassino da Urca, da Broadway, dos gângsteres que dominavam os nightclubs americanos e dos bastidores dos estúdios de cinema - numa época em que para estrelas como Carmen, as noites não tinham fim.

 


Companhia das Letras
632 p.

 
 
     

Tatuagem, piercing e outras mensagens do corpo
de Leusa Araujo
Projeto gráfico: Luciana Facchini

A tatuagem e o piercing entram no século XXI não apenas como marca distintiva de grupos marginais ou minorias étnicas, mas também como sinais de contestação, moda e estilo. Este livro combina o sabor de almanaque a uma rigorosa pesquisa histórica sobre os cinco mil anos das "mensagens do corpo", dos antigos rituais das sociedades tradicionais às mais recentes tribos urbanas.
Entre os mares do Sul - onde no século XVIII um ocidental (famoso capitão Cook) ouviu pela primeira vez a palavra tattoow -, o Japão do período Edo e o mundo sem fronteiras dos hippies, punks, e do hip hop, a autora conta como a tatuagem se transformou, ganhou novos significados e manteve um refinamento artístico que mudou a paisagem das ruas neste novo milênio.
No apêndice, a autora alerta para os riscos e cuidados para quem pensa em marcar o corpo com uma tatuagem ou piercing. O apêndice também traz o significado de alguns símbolos tradicionais da tatuagem, como o coração e a rosa. Esses símbolos são encontrados no encarte de tatuagens removíveis, criadas pelos tatuadores Pedro M. Lucente e Ivan Szazi especialmente para o livro.

 


Cosac Naify
88 p.
INCLUI CARTELA COM 29 TATUAGENS REMOVÍVEIS (realização COLORGRAF)

 
 
     

Projeto Tipográfico
de Cláudio Rocha

Com novo projeto gráfico e edição revista e ampliada o livro, Projeto Tipográfico - análise e produção de fontes digitais de Claudio Rocha, o autor apresenta nos capítulos iniciais do livro, uma linha evolutiva no tempo e no espaço, mostrando a trajetória percorrida pela tipografia, os cenários onde se deram os fatos mais significativos e quem os protagonizou, tanto no aspecto técnico como no estético. Em seguida, são analisados os detalhes da anatomia dos caracteres e sua justaposição para a formação de palavras, linhas e páginas.
Por fim são feitas algumas considerações sobre a elaboração de projetos tipográficos, complementadas por uma seleção comentada de fontes serifadas, sem serifa e manuscritas. O autor procura mostrar a tipografia em sua forma mais pura, impressa em preto sobre papel branco. E a lição que fica é que precisamos de uma cultura tipográfica com urgência. Este livro é um começo (um bom começo) para aqueles que querem entender a importância dos tipos nos dias de hoje.

 


Edições Rosari
168 p.

 
 
     

Manual de Estilo
de Ana Cury

O livro desvenda uma maneira divertida e experimental de ver a moda. As figuras recortadas nas páginas podem ser recombinadas e sobrepostas, gerando novas idéias e alternativas visuais, acompanhadas de dicas que sinalizam os pequenos perigos que podem transformar a consumidora numa "fashion victim" (vítima da moda).
Suas dicas pontuais orientam a mulher de todas as idades a escolher a roupa mais adequada para ir ao trabalho ou a uma festa. Da primeira à última página, o manual mostra que não basta renovar o guarda-roupa: é preciso também combinar bem as peças básicas e os acessórios, fazendo com que o guarda-roupa se multiplique.

 


Cosac Naify
124 p.

 
 
     

DO AMAZONAS A PARIS :
As Lendas Indígenas de Vicente do Rego Monteiro

de Ana Cury

Do Amazonas a Paris reproduz em edição fac-similar, acompanhada de tradução para o português, duas raras criações de Vicente do Rego Monteiro editadas em francês em Paris: Légendes, croyances et talismans des Indiens de l’Amazone e Quelques visages de Paris, respectivamente em 1923 e 1925. Estes dois livros do artista representam alguns dos mais belos exemplos bibliográficos produzidos pelas vanguardas latino-americanas. Inspirado na originalidade da estética marajoara e, paradoxalmente, no orientalismo japonês, Rego Monteiro volta-se para suas raízes, mostrando, em Légendes..., seu indianismo de vanguarda em imagens figurativas de indígenas, pintadas em seda. Em Quelques..., Paris é retratada em 10 desenhos de traço estilizado que, além da influência indígena, mostram elementos de um art déco geométrico. A publicação dessas duas obras acondicionadas em embalagem especial traz ao grande público a possibilidade de conhecer uma parte da rica produção de vanguarda brasileira.

 


EDUSP
Co-editado com Imprensa Oficial
caixa em kraft e plástico
200 p.

 
 
     
 
 

© 2006 - O Q Design #26