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OPINIÕES

6. MORANDINI
ilustrador e designer
5.
JOSÉ PREDEBOM
Professor
4. SUSANNA FLORISSI
Editora
3. ISADORA ANDRADE
Jornalista
2. RODRIGO VALE
Designer
1. SILVIA ABOLAFIO
Designer

DESIGN ON DEMAND
O LOBO EM PELE DE CORDEIRO


O design assumiu um papel diferenciado neste século. Os avanços tecnológicos promoveram uma enxurrada de produtos, começamos a produzir muito mais do que os consumidores necessitam. Vender um produto passou a ser uma batalha desenvolvida em diferentes frentes. Oferecer qualidade e bons preços apenas, não bastava. O design, anteriormente utilizado apenas para dar forma a um produto, passou a ter outro papel no ponto de venda e no próprio processo empresarial.

O design passou a interagir com o marketing, com a propaganda e com a própria imagem da empresa, oferecendo soluções, rumos e tendências.

Passamos então a antecipar as necessidades dos consumidores. Passamos a ‘criar’ as próprias necessidades.

O design assumiu um papel muitas vezes imensurável no que tange ao custo e ao valor agregado do produto ou da própria empresa.

Novos parâmetros foram traçados, novas metodologias utilizadas, tudo de modo a desenvolver um design inovador e eficiente.

Nenhum produto é lançado sem uma ampla pesquisa e análise de mercado. Passamos a olhar para um universo muito mais abrangente, mesmo quando o nosso produto é um simples luminoso da padaria do bairro.

Mas no meio deste turbilhão, como não poderia deixar de ser, surgem os “lobos em pele de cordeiro”, produtos que  utilizam o design apenas como uma roupagem, uma máscara que esconde um produto suspeito, enganoso e, muitas vezes, de péssima qualidade.

Apresentar um ‘design moderno’ garante ao produto um destaque natural, muitas vezes não merecedor.

Formas arrojadas, luzes piscando, criam um cenário de engano. É a cópia da cópia da cópia, fazendo sucesso (temporário) às custas do trabalho sério de empresários sérios.

Na verdade, o mundo está cheio de coisas assim e o design não poderia escapar deste comportamento tão nocivo à nossa imagem.

Talvez seja justamente por isso que tantas pessoas se rotulem como designers, sem nunca terem se informado profundamente sobre estrutura e resistência de materiais, legibilidade, efeitos cromáticos, campo de visão, associação de imagens, estudos comportamentais psicológicos e muito mais.

O verdadeiro design está muito próximo da perfeição, da simplicidade total.

Ser arrojado é saber exatamente o que toca o coração do seu cliente. E só um ‘verdadeiro’ designer consegue isso.

 
 
 
 

© 2006 - O Q Design #26

 
ENQUETE
Adoro Novidade!

Até que ponto você é um consumista, daqueles que não resistem ao novo, comprando tudo que está na “moda”?

1. Compro até livro que já li e tenho, se tiver com Capa Nova. Se levar uma tarja de LANÇAMENTO... pior ainda.
SIM NÃO
2. Faço upgrade a cada três meses e troco meu equipamento completo todo ano. Minha profissão exige isso.
SIM NÃO
3. Sou ‘apegado’ demais ao meu Windows 98...
SIM NÃO
4. Não resisto ao “novo”. Geralmente compro coisas de que nem preciso no momento, só porque são novidades.
SIM NÃO
5. Xiiiii.... Comigo nem namoro dura mais do que uma semana.
SIM NÃO
6. Tô nem aí.... para essas modernidades. Minha Olivetti dá conta do recado.
SIM NÃO
7. Seu carro ainda tem o selo de licenciamento no pára-brisa.
SIM NÃO
8. Você assina TV a Cabo e só assiste a Rede Globo.
SIM NÃO
9. Essa coisa de Tecnologia é bobagem, meu Chevette 86 nunca me dá trabalho.
SIM NÃO
10. Agora não compro nem CD. Baixo minhas músicas em MP3 diretamente para o meu iPod.
SIM NÃO